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Cultura de Inovação: 3 fatores essenciais para incentivá-la

Cultura de Inovação: 3 fatores essenciais para incentivá-la

Com o fenômeno das startups, causando disrupção com organizações mais ágeis e inovadoras com métodos digitais, a importância de se ter uma cultura de inovação se tornou estratégica para o crescimento de longo prazo de qualquer empresa. 


Por desenvolverem produtos muito rapidamente e com um foco muito específico para garantir crescimento acelerado a partir das oportunidades de mercado, startups lideram um movimento de mudança de paradigmas que mudará o modo como as empresas se organizam. Contudo, empresas estabelecidas podem replicar muito dos fatores da cultura inovadora de startups para acelerar seus processos de inovação internos e garantir um lugar de vanguarda no mercado. 


“Rituais de Trabalho”


Desde os eventos das metodologias ágeis até “bater um sino” sempre que há uma venda, startups mantém certos “rituais” que fazem parte da cultura organizacional. Esses detalhes, que às vezes parecem descompromissados, tem grande impacto na cultura e dia-a-dia da empresa. O melhor exemplo disso é a metodologia Scrum, um modo de organizar equipes de desenvolvimento que inspirou vários outros métodos e se disseminou por outras áreas também.

Nessa metodologia, as equipes se organizam em Sprints (geralmente semanais) em que um pacote de tarefas a serem feitas são definidas pelo Product Owner. Assim, as equipes se auto gerenciam para concluir todas as tarefas até o final do sprint. 


O sprint começa com uma reunião de planejamento, liderada pelo Scrum Master, em que o Product Owner expõe as prioridades a serem cumpridas. A equipe então define como dividirão as tarefas e responsabilidades de maneira autônoma. Durante o sprint, o Scrum Master atua como facilitador e, diariamente, comanda o Scrum Diário, que é uma reunião que serve para acompanhamento e gestão dos principais desafios e riscos. 


Não a toa, essa metodologia é tão utilizada. Ela cria uma estrutura de “rituais de trabalho” altamente flexíveis que reforçam a cultura organizacional da empresa. 
Além disso, essas reuniões possibilitam a comunicação entre gerência e equipes de maneira muito direta, encorajam o autogerenciamento e valorizam os insights gerados pela equipe que lida com esses problemas no dia-a-dia. 


O Ciclo da Cultura Inovadora


O Ciclo que faz uma cultura inovadora prosperar vem de dois agentes: da liderança, a procura de resultados; e dos intraempreendedores, que buscam mudança e inovação dentro da corporação. Portanto, uma cultura de inovação só funciona quando esses dois agentes estão em sintonia.
Em startups, isso acontece muito mais facilmente pelo tamanho da equipe. Contudo é possível reproduzir isso em grandes empresas com atividades e processos de inovação.
Para isso, é necessário um ciclo em que a cultura inovadora possa retroalimentar-se nos aspectos estratégicos, táticos e operacionais.

 

O patrocínio pela liderança da empresa é essencial e se dá a partir de investimento e mentoria para seus funcionários. Assim, procura-se implementar uma estrutura organizacional e processos ágeis e enxutos para, taticamente, proporcionar condições a inovação. Por fim, treinamentos e atividades de inovação (como hackathons) operacionalizam a inovação de maneira embrionária. 


Por fim, isso cria condições para intraempreendedores motivados colocarem em prática iniciativas inovadoras. A prototipagem a modelo de negócios seguem esse período, transformando ideias em produtos e oportunidades de negócio que serão lançados como um Produto Mínimo Viável. As várias iniciativas, em conjunto, trarão resultados de longo prazo para a empresa (se bem executados). 


Alinhamento: pessoas como vetores


A transparência e alinhamento de todos os membros da equipe também é uma das vantagens de startups. Os desafios impactam todas as áreas do negócio da startup e todos devem fazer sua parte para a continuidade do negócio. Logo, a transparência e alinhamento são essenciais. Elon Musk, tem um jeito bem simples de explicar a importância do alinhamento estratégico entre todos em uma corporação.(https://sparktoro.com/blog/why-elon-musks-people-as-vectors-analogy-resonates/)
-Pense em pessoas em qualquer equipe como vetores;
-Esses vetores podem ter direções e magnitudes diferentes;
-Quando todas essas pessoas trabalham precisamente na mesma direção, as magnitudes são somadas;
-Quando algumas dessas pessoas têm algum grau de desvio, as diferentes direções subtraem do máximo de produtividade que podem atingir.   

Há várias maneiras de garantir alinhamento, o melhor exemplo talvez seja os OKRs. Essa metodologia foi criada pela Google e é usada por eles até hoje- o guideline deles está disponível online (https://rework.withgoogle.com/print/guides/6229207193485312/). Alinhar e comunicar a importância do intraempreendedorismo é essencial para o sucesso de qualquer iniciativa inovadora. 


Segurança para Testar(e falhar)


Rituais de trabalho organizam a inovação e intraempreendedorismo em sua operação. O Ciclo da Cultura Inovadora promove suporte e uma estrutura para o intraempreendedorismo- a parte tática. Já um alinhamento que esclarece os objetivos de longo prazo com essas iniciativas garante um suporte e racional estratégico para que o intraempreendedorismo prospere.


Cria-se, assim, um ambiente em que esses intraempreendedores se sentem confortáveis para propor, testar e implementar novas ideias. Além disso, cria-se segurança para que ideias “fora da caixa” sejam testadas e, mesmo quando falham, não geram retaliação, pois o processo foi patrocinado e suportado pela liderança. Assim, cria-se um ambiente propício para colher os resultados de longo prazo da constante inovação e know-how que intraempreendedores podem fornecer. 
 

Summit on the Road
Gabriel Henrique Dalmolim
Gabriel Henrique Dalmolim Seguir

Economista, curioso e entusiasta por tecnologia.

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